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Parashá

O ciclo do ano

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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כְּתֻבָּה
Ketubá
O contrato

A Torá não fala de ketubá, mas fala do que ela protege. Em Mishpatím, a mulher tem direito a "alimento, roupa e oná", e o marido que os negar deve libertá-la. Em Ki Tetsé, quem acusa a noiva falsamente paga cem siclos ao pai, e quem viola uma virgem paga cinquenta e não pode divorciar-se. O móhar, o preço da noiva, aparece em Shechém, que oferece "quanto pedirdes" por Diná, e nos sete anos de Yaacóv, pagos em trabalho.

Os rabinos, com Shimón ben Shétach, no século I a.e.c., transformaram o preço pago ao pai numa dívida do marido para com a mulher, a ser paga em caso de divórcio ou morte. A ketubá é isso: um documento que torna o divórcio caro para o homem e garante à mulher com o que viver. Para o mundo antigo, foi uma proteção rara. A mais antiga que sobreviveu está entre os papiros de Elefantina, no Egito, do século V a.e.c.

Hoje, nas comunidades liberais, a ketubá é uma declaração mútua de compromissos, muitas vezes caligrafada e pendurada na parede do lar. O texto tradicional em aramaico convive com versões igualitárias em português.

Ver na Torá

Aparece em
7. Vayetsé8. Vayishlách18. Mishpatím49. Ki Tetsé
Etimologia
Da raiz כ־ת־ב (k-t-v), "escrever". "A escrita", simplesmente.
Origem hebraica
: Escrever.
Como em:KetuvímEscrever
Conexões
Raiz hebraica
כ־ת־ב
Eventos e episódios
YaacóvSete anos de trabalho como preço da noiva
LavánO pai que recebe o trabalho
Shechém"Pedi-me quanto quiserdes de móhar" ()
DináA noiva pela qual Shechém oferece o móhar
Conceitos relacionados
KidushínO contrato lido e entregue na consagração
NudezA ketubá protege a mulher que pode ser mandada embora por ervát davár
Relações proibidas (Nudezes)O contrato que regula a união permitida
NidáA oná, o direito da mulher à intimidade, e o seu tempo
A mulher suspeitaA mulher adúltera perde a ketubá
Brit MiláDuas alianças escritas: no corpo e no papel
RecatoA dignidade da mulher, protegida por escrito
MulherO documento que protege a mulher
GuêtA ketubá é paga no divórcio; o guêt a encerra
MicvêOs ritos que cercam o casamento
OnánO que se deve à mulher: Onán nega a Tamár
PilégeshO contrato que a pilégesh não tem
KidushínO contrato
SofêrQuem a escreve
AgunáA mulher "acorrentada"
GuêtO que a mulher recebe no divórcio
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