Um ano, muitas festas.
A "santificação" recitada sobre o vinho na entrada do Shabat e das festas — testemunho falado da criação ("e completou Deus no sétimo dia...") e da saída do Egito, os dois fundamentos do dia. A taça erguida transforma a mesa em altar e a família e os convidados em comunidade celebrante.
A palavra vem de kadésh, santificar — que em hebraico é sempre separar para elevar. Ao fazer o Kidúsh, separamos o tempo — este dia de todos os dias — e também aquele vinho de todos os vinhos bebidos sem atenção: o vinho deixa de ser apenas bebida e torna-se instrumento de santificação; o tempo deixa de ser sucessão de horas e torna-se encontro consciente com o sagrado. O Kidúsh é a brachá em sua forma mais plena: o gesto semanal que ensina que a santidade não está em outro mundo — está neste, quando o olhamos com reverência.
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