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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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קִדּוּשׁ
Kidúsh
Santificação

A "santificação" recitada sobre o vinho na entrada do Shabat e das festas — testemunho falado da criação ("e completou Deus no sétimo dia...") e da saída do Egito, os dois fundamentos do dia. A taça erguida transforma a mesa em altar e a família e os convidados em comunidade celebrante.

A palavra vem de kadésh, santificar — que em hebraico é sempre separar para elevar. Ao fazer o Kidúsh, separamos o tempo — este dia de todos os dias — e também aquele vinho de todos os vinhos bebidos sem atenção: o vinho deixa de ser apenas bebida e torna-se instrumento de santificação; o tempo deixa de ser sucessão de horas e torna-se encontro consciente com o sagrado. O Kidúsh é a brachá em sua forma mais plena: o gesto semanal que ensina que a santidade não está em outro mundo — está neste, quando o olhamos com reverência.

Aparece em
Judaísmo rabínico
Etimologia
Origem hebraica
: Separar para elevar, santificar. Separar algo do ordinário.
Como em:TemploSantidadeKidushín30. KedoshímCadíshChevrá CadisháArón haCódesh
Conexões
Raiz hebraica
ק־ד־שׁ
Conceitos relacionados
ShabatA taça que santifica a entrada do dia
HavdaláAs duas taças que emolduram o Shabat
Ner ShabatDepois das velas, o Kidúsh sobre o vinho
KidushínO vinho da cerimônia