Um ano, muitas festas.
O casamento judaico leva o nome da santidade: kidushín, a consagração mútua sob a chupá, com o anel, as sete bênçãos (sheva brachot) e a ketubá — o documento que, já na antiguidade, protegia direitos da mulher, inovação notável para a época. O copo quebrado ao final lembra que mesmo a maior alegria carrega memória das perdas — e a responsabilidade de reparar o mundo.
Nas comunidades liberais, o kidushín evoluiu para uma consagração plenamente recíproca e igualitária: as duas pessoas se consagram uma à outra, os textos são adaptados, e casais do mesmo gênero celebram sob a mesma chupá, com a mesma alegria e as mesmas bênçãos. O amor comprometido é, em qualquer configuração, um lugar onde a santidade habita.
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