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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Na noite de 9 para 10 de novembro de 1938, forças paramilitares nazistas e civis alemães destruíram mais de mil sinagogas e saquearam milhares de estabelecimentos e lares judaicos na Alemanha e na Áustria. As ruas ficaram cobertas de estilhaços de vidro — daí o nome Kristallnacht, Noite dos Cristais.
Cerca de 30 mil judeus foram presos e enviados a campos de concentração. Dezenas foram assassinados. O episódio marcou a passagem da perseguição legal e econômica para a violência física sistemática, e é considerado o prelúdio do Holocausto.
No calendário judaico, a data é lembrada como um momento em que o antissemitismo latente se revelou em toda sua brutalidade — e como chamado permanente à vigilância e à memória.