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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
A língua que a expulsão criou: quando os judeus deixaram a Espanha em 1492, levaram o castelhano da época — e o guardaram. O ladino (judeu-espanhol, djudezmo) é esse espanhol medieval preservado e enriquecido de hebraico, turco e grego nas comunidades do Império Otomano — Salonica, Istambul, Esmirna — e do Norte da África. Nele viajaram os romances, as baladas ibéricas medievais que as mulheres sefaradis cantaram de geração em geração, e nele se imprimiu a Bíblia de Ferrara (1553), a tradução patrocinada pelo círculo de Dona Gracia Nasi para os conversos que retornavam ao judaísmo. A Shoá devastou seus falantes — Salonica, a "Jerusalém dos Bálcãs", foi quase inteira assassinada — mas a língua resiste em canções, provérbios ("kada uno kon su mazal") e num revival contemporâneo. Um pedaço da Espanha que a Espanha expulsou, vivo na boca dos expulsos.