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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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לאדינו
Ladino

A língua que a expulsão criou: quando os judeus deixaram a Espanha em 1492, levaram o castelhano da época — e o guardaram. O ladino (judeu-espanhol, djudezmo) é esse espanhol medieval preservado e enriquecido de hebraico, turco e grego nas comunidades do Império Otomano — Salonica, Istambul, Esmirna — e do Norte da África. Nele viajaram os romances, as baladas ibéricas medievais que as mulheres sefaradis cantaram de geração em geração, e nele se imprimiu a Bíblia de Ferrara (1553), a tradução patrocinada pelo círculo de Dona Gracia Nasi para os conversos que retornavam ao judaísmo. A Shoá devastou seus falantes — Salonica, a "Jerusalém dos Bálcãs", foi quase inteira assassinada — mas a língua resiste em canções, provérbios ("kada uno kon su mazal") e num revival contemporâneo. Um pedaço da Espanha que a Espanha expulsou, vivo na boca dos expulsos.

Aparece em
Judaísmo rabínico
Etimologia
Origem judeu-espanhola (ladino).
Conexões
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Dona Gracia NasiA Bíblia de Ferrara, em ladino, saiu do círculo dela
IvrítLínguas judaicas: escritas em letras hebraicas, cantadas em outras terras
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