Um ano, muitas festas.
A primeira brasileira a se tornar rabina — e a prova de que ser pioneira costuma significar pagar o preço para quem vem depois. Nos anos 1990, como nenhuma instituição da América do Sul formava mulheres, Lia Bass estudou no Jewish Theological Seminary de Nova York (movimento conservador) e se ordenou; ao tentar voltar, não encontrou comunidade disposta a contratá-la — o Brasil ainda "não estava preparado", e sua carreira rabínica floresceu no exterior. Uma década depois, quando as primeiras rabinas subiram a bimót brasileiras, subiram por uma porta que ela abrira sozinha, sem poder atravessá-la.
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