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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Paulistana, formada em Direito antes de trocar os tribunais pelo Jewish Theological Seminary de Nova York, Luciana Pajecki Lederman recebeu a ordenação rabínica em 2005 e voltou ao Brasil como rabina da Comunidade Shalom — a primeira rabina brasileira a servir numa bimá do país (Sandra Kochmann, que a antecedeu no exercício, é paraguaia). A comunidade que a recebeu já a conhecia de anos de participação: "não era a vinda de 'uma mulher rabina' — era a Luciana".
Sua trajetória seguiu para o magistério: doutorou-se em Talmud e Educação pelo JTS em 2024 e é hoje professora assistente de Talmud e Halachá e diretora do Beit Midrásh do seminário — a casa de estudo onde se formam as novas gerações de rabinas e rabinos. Nunca deixou de servir a comunidade de origem: consultora de educação, scholar-in-residence e pregadora das Grandes Festas em São Paulo. Da bimá da Shalom à direção do Beit Midrásh do JTS: a pioneira virou formadora de quem vem depois.