Um ano, muitas festas.
O sidur das grandes festas, de chazar, “retornar, ciclar”. É o livro sobretudo dos Yamím Noraím. No machzor moram as liturgias mais dramáticas do judaísmo: o Kol Nidrei, o Unetanê Tokef (“quem viverá e quem morrerá”), a Avodá que reencena o Yom Kipúr do Templo, e os piutim acumulados por séculos de poetas litúrgicos. Abrir o machzor uma vez por ano é reencontrar as mesmas páginas em um ponto diferente da própria vida. O livro não muda, quem retorna a ele, sim.
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