Um ano, muitas festas.
O alimento do deserto: fino como geada, doce "como bolo de mel", caía com o orvalho seis dias por semana — porção dobrada na sexta, nada no Shabat. O nome vem da pergunta do povo: man hu?, "o que é isto?". Quem colhia muito não tinha sobra; quem colhia pouco não tinha falta; e o que se guardava (fora do Shabat) apodrecia.
O man é uma pedagogia econômica e espiritual: confiança no dia seguinte, suficiência em vez de acúmulo, descanso semanal garantido. Dele vem o costume das duas chalot na mesa de Shabat (a porção dobrada) — e uma pergunta que não envelhece: quanto é suficiente?
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