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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
A caverna em Chevrón que Avrahám compra de Efrón para sepultar Sará — a primeira e única propriedade que ele adquire em toda a terra que lhe fora prometida.
A cena é longa e minuciosa de propósito: a negociação diante dos "filhos de Chet", a pesagem da prata, as testemunhas, o registro público. Ofereceram-lhe o terreno de presente e ele insistiu em pagar o preço cheio.
O nome vem de kaful, "dobrada", e ali repousam três casais: Avrahám e Sará, Yitschák e Rivká, Yaacóv e Leá. Rachél, que morre na estrada, fica de fora — e é justamente ela que a tradição transformou na mãe que acompanha os exílios.
É a resposta da Torá a uma pergunta prática: como um povo se enraíza numa terra? Aqui, não pela conquista — pelo cuidado com seus mortos.