Um ano, muitas festas.
Merivá, da raiz r-y-v (ר־י־ב), relativa a briga, disputa, contenda. É o episódio que custa a Moshé a entrada na terra. O povo, mais uma vez sem água, reclama. Deus ordena a Moshé falar à rocha — mas Moshé golpeia a pedra duas vezes com o cajado. A água jorra, mas Deus depois retoma seu descontentamento com o episódio.
Fazer água brotar batendo em uma rocha é algo que beduínos do deserto de fato fazem. Em regiões calcárias como o deserto do Sinai, o calor extremo cria uma crosta dura e impermeável que sela a pedra, enquanto a água de chuvas raras fica presa e pressurizada em canais internos subterrâneos. O golpe de um cajado quebra essa casca superficial, liberando instantaneamente a pressão hidrostática acumulada de um aquífero confinado, fazendo a água jorrar como em um poço artesiano natural.
Ao bater na pedra, Moshé transformou um ato que deveria demonstrar o poder absoluto da palavra divina em uma demonstração de força física e técnica de sobrevivência.
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