Um ano, muitas festas.
Filha do rei Shaul e a única mulher do Tanach de quem se diz explicitamente que amou um homem: “Michál amava David”. Esse amor age, ela o desce pela janela e engana os assassinos do próprio pai. Anos depois, é ela quem critica o rei dançando diante da Arca e a narrativa a pune com a solidão e a ausência de filhos. A mulher que falou pagou caro pela fala. O Talmud guarda dela um detalhe precioso para a leitura igualitária: “Michál, filha de Shaul, colocava tefilin, e os sábios não protestaram”. Um precedente antigo para práticas que levaram séculos para voltar às mãos das mulheres.
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