Um ano, muitas festas.
A oração da tarde — o nome vem da antiga oferta vespertina de farinha, a minchá, "presente". A tradição a atribui a Yitschák, que "saiu a meditar no campo ao entardecer": é a prece do meio do expediente, a mais difícil e talvez por isso a mais preciosa — parar no auge do dia, entre compromissos, para alguns minutos de Amidá.
Curta e sem aparato, a Minchá é a espiritualidade da interrupção: o Talmud diz que Eliyáhu foi atendido justamente na hora de Minchá. Numa cultura de produtividade contínua, uma pausa sagrada no meio da tarde é quase um ato de resistência.
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