Um ano, muitas festas.
O santuário portátil do deserto — "e farão para Mim um santuário, e habitarei entre eles". Os comentaristas sublinharam a preposição: entre eles, não nele — o objetivo nunca foi dar endereço a Deus, mas presença ao povo. Quase metade do livro de Shemót é dedicada à sua construção, feita com doações voluntárias de "todo aquele cujo coração o mover".
Tapeçarias, ouro, prata, cobre, madeira de acácia: beleza no meio do deserto, carregada de acampamento em acampamento. A leitura liberal guarda do Mishcán duas lições: o sagrado se constrói com generosidade voluntária e talento de toda a comunidade (homens e mulheres doaram e fiaram, o texto faz questão); e a santidade acompanha — não é um lugar aonde ir, é algo que se leva junto.
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