Um ano, muitas festas.
O povo e o território a leste do Mar Morto, descendente de Lot — vizinho, parente e rival de Israel. Nas estepes de Moáv o povo acampa ao final da travessia: ali Balák contrata Bilám (que só abençoa), ali acontece a crise de Peor, ali Moshé profere todo o livro de Devarím e renova a aliança — e do Har Nevó, em Moáv, contempla a terra e morre.
A Torá exclui o moabita da assembleia "até a décima geração" — e então o Tanach faz sua jogada mais subversiva: Rut, a moabita, torna-se o modelo do chéssed e bisavó do rei David. A linhagem messiânica passa por Moáv. A lição que a leitura liberal sublinha: nenhuma origem é sentença; a fronteira mais fechada pode ser atravessada por uma pessoa de bondade — e a lei aprendeu a ler-se a si mesma com mais generosidade.
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