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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Um israelita egípcio, com dificuldade com as palavras e relutante, torna-se o protagonista absoluto da Torá. Sua história está presente em quatro dos cinco livros. A presença divina fala pela sua garganta durante a libertação do Egito, na peregrinação pelo deserto, no recebimento das leis e ordenação da sociedade. Tolerante com os reclamões e apaziguador de rebeliões. Apesar do seu protagonismo no recebimento da instrução (Torá) pelo povo de Israel, morre vendo, do monte, a terra em que nunca entrará. E não deixa túmulo, para que ninguém o divinize. Seu nome provavelmente vem de uma adaptação fonética da raiz egípcia msy, "nascido de", como em Ramsés (nascido de Rá). Ou, quem sabe, a junção das palavras egípcias mw (água) e še (filho), resultando em "filho do Nilo". Mas a tradição judaica diz que o nome vem de mashá, tirado (das águas).