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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
As últimas linhas da Torá: Moshé sobe ao Har Nevó, contempla toda a terra em que não entrará, e morre ali, "pela boca de Adonai" — que o midrash leu como um beijo. "E ninguém conhece seu túmulo até hoje": nenhum mausoléu, nenhum culto ao herói. Segundo a tradição, o próprio Deus o sepultou — o último chéssed do livro que começou com Deus vestindo Adám e Chavá.
"Não se levantou mais profeta em Israel como Moshé" — e no entanto ele morre com o trabalho inacabado, vendo de longe o que outros completarão. Rabi Tarfon parece comentar a cena: "não cabe a ti terminar a obra, mas não és livre para dela te eximir". Lida em Simchát Torá, a morte de Moshé emenda, sem pausa, no "Bereshít" do recomeço: no judaísmo, nem o fim é fim.