Um ano, muitas festas.
O Museu Judaico de São Paulo abriu as portas em 5 de dezembro de 2021. Onde hoje é museu, antigamente era o Templo Beth-El, projetado pelo arquiteto Samuel Roder em estilo bizantino e erguido entre 1927 e 1932 na Bela Vista. Sua arquitetura tem sete lados na base e nas torres, pelos sete dias da Criação. Tombado em 2013, o edifício foi cedido pela congregação Beth-El, que hoje é conduzida pelo Rabino Uri Lam.
Ao templo restaurado somou-se um anexo de vidro, e lá dentro, o maior acervo judaico da América Latina, incorporando o Arquivo Histórico Judaico Brasileiro. Encontram-se no museu milhares de livros, fotografias, documentos e depoimentos da imigração e da vida judaica no Brasil. A missão declarada é cultivar a cultura judaica em diálogo com o contexto brasileiro, combater a intolerância, educar entre gerações.
Pekudéi encerra o livro de Shemót com a prestação de contas dos materiais e a consagração do Mishcán concluído, quando a presença divina enche o espaço construído por mãos humanas. A antiga Beth-El viveu um segundo Pekudéi: restaurada e reconsagrada, não mais como santuário de uma congregação, mas como casa de memória viva aberta a toda a cidade.
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