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Parashá

O ciclo do ano

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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נְחַשׁ הַנְּחֹשֶׁת
Nachásh haNechóshet
Serpente de Cobre

No deserto, atacado por serpentes venenosas, o povo clama; Deus manda Moshé erguer uma serpente de bronze num mastro: "quem olhar para ela, viverá". A Mishná se apressou a explicar: não era a serpente que curava — ao olhar para o alto, o povo voltava o coração ao Céu. O objeto era foco, não fetiche.

O final da história, séculos depois, é ainda mais instrutivo: o rei Chizkiáhu destruiu a serpente, porque o povo passara a queimar-lhe incenso — o instrumento de cura virara ídolo. Poucas narrativas resumem tão bem o alerta permanente da tradição: qualquer símbolo sagrado, quando absolutizado, vira avodá zará. (A serpente no mastro, curiosamente, sobrevive como símbolo da medicina.)

Ver na Torá

Aparece em
39. Chucát
Etimologia
Origem hebraica
: Serpente; bronze; presságio.
Como em:NachshónCobre, bronzeA serpente do Éden
Conexões
Raiz hebraica
נ־ח־שׁ
Eventos e episódios
Moshéquem a ergueu no mastro
Conceitos relacionados
A serpente do ÉdenHomônimo: a serpente de bronze