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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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נָזִיר
Nazír
Nazireu

O voto do nazir, descrito em Nassó: pelo tempo prometido, a pessoa — homem ou mulher, a Torá explicita — abstém-se de vinho, não corta o cabelo e evita contato com mortos. Uma via de intensificação espiritual voluntária e temporária, aberta a quem não era cohen. O exemplo mais famoso é Shimshón, nazir de nascença.

A tradição olhou o instituto com ambivalência fascinante: ao final do voto, o nazir traz uma oferta de expiação — e o Talmud pergunta: expiar o quê? Uma resposta: por ter se privado do que é permitido. O judaísmo desconfia do ascetismo — o mundo foi feito para ser desfrutado com santidade, não recusado. A leitura liberal fica com essa sabedoria: disciplina espiritual, sim; desprezo pela vida, não.

Ver na Torá

Aparece em
35. Nassó
Etimologia
Origem hebraica
: Separar-se, consagrar-se, abster-se.
Conexões
Raiz hebraica
נ־ז־ר
Conceitos relacionados
VotosO voto que institui o nazireado
ShimshónO único nazir de nascença — consagrado sem ter escolhido
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Mulheres no centro do sagrado