Um ano, muitas festas.
"Vela, lâmpada" — a menor unidade de luz do judaísmo, e uma das mais carregadas: as velas que acolhem o Shabat (acesas ao menos duas, por "lembra" e "guarda"), as da chanukiá crescendo noite a noite, a vela trançada da Havdalá, e o ner neshamá — a vela da alma, acesa no yahrzeit e em Yom Kipúr pela memória de quem partiu. A equação vem de Mishlei: "ner Adonai nishmát adám" — "a alma humana é a vela de Adonai". Acender uma vela, na gramática judaica, nunca é só iluminar: é afirmar que uma chama pequena e vulnerável vale a pena — e que escuridão não se combate com discurso, mas com luz.
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