Um ano, muitas festas.
Se rúach é vento e espírito, neshamá é o ato de respirar. Em Gn 2:7 Deus sopra nas narinas do humano o nishmát chayím, sopro de vida — e o texto não diz que o humano recebeu uma alma, e sim que recebeu um sopro. Ter neshamá é estar vivo (Gn 7:22).
A tradição rabínica desdobrou o termo em direções bonitas: a reza da manhã começa agradecendo pela alma pura que foi devolvida, e fala-se da neshamá yeterá, a alma extra que chega com o Shabat e parte na Havdalá. Nas leituras liberais, o detalhe que mais pesa é que esse sopro é o mesmo em toda pessoa, sem exceção.
Este aplicativo é um projeto independente, desenvolvido sem financiamento. Por isso, seu feedback é extremamente valioso.