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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
A Torá fala da menstruação como experiência feminina duas vezes, com uma expressão parecida, "o caminho das mulheres". Os dois casos estão em Bereshít. Sará, antes de rir, é descrita como quem "já não tinha o costume das mulheres" (). Rachél diz a Laván: "não te levantes diante de mim, porque o costume das mulheres está sobre mim" ().
A menstruação some como tema e reaparece apenas em Vayikrá, mas sob a lei. Em Metsorá, entre os fluxos do corpo: a mulher "estará em sua nidá sete dias", e quem a tocar ou se deitar com ela fica impuro (). Em Acharei Mot, na lista das relações proibidas: "não te aproximarás de uma mulher na impureza de sua nidá" (). A impureza aqui, tumá, é a mesma que atinge quem toca um morto ou quem teve emissão seminal: os encontros do corpo com as fronteiras da vida e da morte.
Os rabinos ampliaram os sete dias da Torá para doze ou mais, com a imersão na micvê no fim, e chamaram o conjunto de tahárat hamishpachá, pureza familiar. O judaísmo liberal deixou a prática à escolha de cada pessoa e casal. Nas últimas décadas, muitas mulheres reinventaram a micvê como marca de transição, e não de impureza.