Parashá
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נִגּוּנִים
Niguním
Melodias

Melodias sem palavras, o grande presente musical do chassidismo. Cantados em sílabas soltas, repetidos até que a melodia carregue o grupo, os niguním partem do princípio de que a alma fala uma língua anterior ao dicionário.

Rebe Nachman de Bratslav ensinou que cada pessoa tem seu nigun, e que a melodia pode alcançar onde a prece verbal empaca. As comunidades liberais os adotaram com entusiasmo: num grupo onde nem todos leem hebraico, o nigun não verbal é a reza perfeitamente democrática.

E os niguním fazem parte do capítulo do caldeirão cultural: o chassidismo ensinou que melodias dos povos vizinhos contêm centelhas sagradas esperando elevação. Conta-se que o Rebe de Kaliv, ouvindo um pastor húngaro cantar uma canção de amor, a transformou em canto de anseio por Deus e por Jerusalém. Os chassidim de Chabad entoam a marcha militar de Napoleão no momento mais solene de Yom Kipúr.

Aparece em
Judaísmo rabínico
Etimologia
Origem hebraica
נ־ג־ן (n-g-n): Tocar, entoar melodia.
Conexões
Conceitos relacionados
KlezmerParentes próximos: a alma que canta com e sem palavras
Caldeirão CulturalA doutrina chassídica do empréstimo: melodias contêm centelhas à espera de elevação
Trilhas de estudo
Alegrar-se como mitsváO caldeirão: o que veio dos vizinhosDe onde vêm as rezas — uma escada de 3.000 anos

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