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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Melodias sem palavras, o grande presente musical do chassidismo. Cantados em sílabas soltas, repetidos até que a melodia carregue o grupo, os niguním partem do princípio de que a alma fala uma língua anterior ao dicionário.
Rebe Nachman de Bratslav ensinou que cada pessoa tem seu nigun, e que a melodia pode alcançar onde a prece verbal empaca. As comunidades liberais os adotaram com entusiasmo: num grupo onde nem todos leem hebraico, o nigun não verbal é a reza perfeitamente democrática.
E os niguním fazem parte do capítulo do caldeirão cultural: o chassidismo ensinou que melodias dos povos vizinhos contêm centelhas sagradas esperando elevação. Conta-se que o Rebe de Kaliv, ouvindo um pastor húngaro cantar uma canção de amor, a transformou em canto de anseio por Deus e por Jerusalém. Os chassidim de Chabad entoam a marcha militar de Napoleão no momento mais solene de Yom Kipúr.