Um ano, muitas festas.
Melodias sem palavras, o grande presente musical do chassidismo. Cantados em sílabas soltas, repetidos até que a melodia carregue o grupo, os niguním partem do princípio de que a alma fala uma língua anterior ao dicionário.
Rebe Nachman de Bratslav ensinou que cada pessoa tem seu nigun, e que a melodia pode alcançar onde a prece verbal empaca. As comunidades liberais os adotaram com entusiasmo: num grupo onde nem todos leem hebraico, o nigun não verbal é a reza perfeitamente democrática.
E os niguním fazem parte do capítulo do caldeirão cultural: o chassidismo ensinou que melodias dos povos vizinhos contêm centelhas sagradas esperando elevação. Conta-se que o Rebe de Kaliv, ouvindo um pastor húngaro cantar uma canção de amor, a transformou em canto de anseio por Deus e por Jerusalém. Os chassidim de Chabad entoam a marcha militar de Napoleão no momento mais solene de Yom Kipúr.
Este aplicativo é um projeto independente, desenvolvido sem financiamento. Por isso, seu feedback é extremamente valioso.