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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Rabino da Congregação Judaica do Brasil, no Rio de Janeiro, e autor lido muito além da comunidade, Nilton Bonder tornou-se uma das vozes judaicas brasileiras mais conhecidas com livros como A Alma Imoral — que virou espetáculo teatral de longa carreira — explorando a ideia de que a transgressão pode ser fiel à alma da tradição.
Ki Tissá narra a maior transgressão e o maior recomeço: o bezerro de ouro, as tábuas quebradas por Moshé e as segundas tábuas, escritas de novo. O Midrásh ensina que as tábuas partidas foram guardadas na Arca junto às inteiras — a quebra também é sagrada e viaja com o povo. É exatamente a intuição que Bonder devolveu ao público brasileiro: a fratura como parte do caminho, não como seu fim.