Um ano, muitas festas.
"Porção, seção" — de parásh, "separar, distinguir, explicitar": a parashá é a unidade em que a Torá se divide para a leitura pública — 54 porções que, lidas uma por Shabat (com duplas nos anos em que o calendário aperta), completam o rolo inteiro em um ano. Cada semana do calendário judaico tem nome de parashá: fala-se da "parashat hashavúa", a porção da semana, e o mundo judaico inteiro — de qualquer cidade, em qualquer continente — está lendo a mesma página.
O ciclo anual consagrou-se na Babilônia; na Terra de Israel antiga, lia-se em ciclo trienal, mais lento e detido — costume que várias comunidades liberais contemporâneas readotaram, lendo um terço de cada parashá por ano. Nos dois ritmos, a mesma sabedoria: a Torá não se lê de uma vez, lê-se em porções — no compasso da vida, com a comunidade junto.
A parashá é, ao mesmo tempo, unidade de tempo (a semana), de leitura (o trecho) e de significado (o mundo de personagens, lugares e ideias que cada uma carrega). É por isso que este aplicativo se organiza em torno dela: cada parashá é um nó que liga o calendário ao texto e o texto à sua rede de sentidos — termina em Simchát Torá, recomeça em Bereshít, e nunca é a mesma, porque quem lê já não é.
Este aplicativo é um projeto independente, desenvolvido sem financiamento. Por isso, seu feedback é extremamente valioso.