Um ano, muitas festas.
Doutor em Direito na Alemanha, proibido de advogar pelo regime nazista, Wolf Gunther Plaut (1912–2012) fugiu para os Estados Unidos, ordenou-se rabino — e voltou à Europa como capelão do exército americano, presente à captura do primeiro campo de concentração em solo alemão. Rabino sênior do Holy Blossom Temple de Toronto, presidiu a conferência rabínica reformista mundial (CCAR) e o Congresso Judaico Canadense, combateu o racismo como vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos de Ontário e revisou a legislação canadense de refugiados: a biografia inteira é a ética reformista em ação.
Das suas 26 obras, uma mudou o modo como o mundo liberal estuda: "A Torá: Um Comentário Moderno" (1981) — o chumash que juntou, pela primeira vez numa edição para a comunidade, o texto integral, a crítica acadêmica, os comentaristas clássicos, as haftarot e a pergunta ética contemporânea, parashá por parashá. Plaut acreditava que estudar Torá não é ato passivo: é diálogo entre o texto, a história e a consciência de quem lê — exatamente a aposta deste aplicativo.
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