Um ano, muitas festas.
A primeira rabina da história. Filha de um vendedor ambulante do bairro pobre de Berlim, Regina Jonas estudou na Escola Superior de Estudos Judaicos e escreveu a tese que ninguém escrevera antes: "Pode uma mulher exercer o rabinato segundo a halachá?" — respondendo, fonte por fonte, que sim. Recusada pelos professores, foi ordenada em 1935 pelo rabino liberal Max Dienemann. Exerceu em Berlim sob o nazismo, servindo comunidades cujos rabinos fugiam ou eram presos.
Deportada para Theresienstadt em 1942, integrou o serviço de atendimento aos recém-chegados ao gueto — recebendo os trens, prevenindo o desespero — e seguiu pregando e ensinando: a lista de seus sermões lá se preservou. Em outubro de 1944 foi enviada a Auschwitz e assassinada. Seu arquivo, esquecido em Berlim Oriental, só foi redescoberto nos anos 1990 — a segunda rabina da história, Sally Priesand (1972), foi ordenada sem saber que tivera uma antecessora. Hoje cada rabina do mundo é, de algum modo, aluna póstuma da tese dela.
Este aplicativo é um projeto independente, desenvolvido sem financiamento. Por isso, seu feedback é extremamente valioso.