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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
O ano novo judaico, no 1º de Tishrei: aniversário da criação do mundo ("hayom harat olam") e início dos Dez Dias de Teshuvá. O som do shofar, a única mitsvá da data, desperta para o balanço anual. As liturgias imaginam toda a humanidade passando diante de Deus, e os destinos inscritos no Livro da Vida, "mas a teshuvá, a tefilá e a tsedaká" têm a palavra final.
Na mesa: maçã com mel e o desejo de um ano bom e doce, romã ("que nossos méritos se multipliquem como suas sementes"), a chalá redonda como o ciclo do ano. À tarde, o tashlich: esvaziar simbolicamente os bolsos junto à água corrente. Diferente dos réveillons do mundo, o ano novo judaico começa para dentro, não com balanço do que aconteceu, mas do que fizemos — e do que ainda podemos nos tornar.