Parashá
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שָׂעִיר לַעֲזָאזֵל
Saír laAzazél
Bode Expiatório

No ritual de Yom Kipúr descrito em Acharei Mot, o cohén tomava dois bodes idênticos e sorteava: um era oferecido a Adonai, o outro designado "para Azazel". Sobre a cabeça do segundo, o sacerdote confessava em voz alta as transgressões de todo o povo e o enviava vivo ao deserto, levando embora aquilo que a comunidade não conseguia carregar.

O que é Azazel ninguém sabe ao certo. Há quem leia ez ozél, "o bode que se vai"; há quem entenda um penhasco escarpado no deserto; e há uma tradição que vê ali o nome de uma entidade do ermo. A Mishná descreve o costume tardio de amarrar um fio escarlate no animal e conduzi-lo até um despenhadeiro — e conta que o fio embranquecia quando o perdão era concedido.

A expressão entrou em quase todas as línguas ocidentais. É uma ironia da história, pois o rito virou o nome do mecanismo social de despejar as culpas de um grupo sobre alguém e expulsá-lo.

Sem Templo e sem bodes, restou a teshuvá, o que é o oposto de excluir um terceiro para nos pouparmos de olhar as próprias falhas.

Aparece em
29. Acharei MotBigdei CehunáCehunáMidbárTeshuváYom Kipúr
Etimologia
Origem hebraica
שׂ־ע־ר (s-a-r): Pelo, pelagem. Daí saír, o bode peludo, e seará, a tempestade que se ergue e revolve.
Conexões
Trilhas de estudo
Raízes consonantais

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