Calendário de leitura
O que você quer encontrar na Parashá da Semana?
Verbetes para todo tipo de curioso.
Percursos pelo que se repete, parashá a parashá.
Todos os roteiros ›Seleção de temas
Compare até cinco temas ao mesmo tempo.
Navegação
Pela barra dos livros ou da roda. Toque numa seção narrativa, capítulo ou versículo para abrir o texto na Sefaria.
Filtragem de personagem
Veja quando um personagem age, quando é citado ou quando seu nome representa um grupo.
Diálogos
Compare personagens entre si: quem fala mais, quem ouve mais, quem tem falas pontuais, quem faz discursos.
Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
No ritual de Yom Kipúr descrito em Acharei Mot, o cohén tomava dois bodes idênticos e sorteava: um era oferecido a Adonai, o outro designado "para Azazel". Sobre a cabeça do segundo, o sacerdote confessava em voz alta as transgressões de todo o povo e o enviava vivo ao deserto, levando embora aquilo que a comunidade não conseguia carregar.
O que é Azazel ninguém sabe ao certo. Há quem leia ez ozél, "o bode que se vai"; há quem entenda um penhasco escarpado no deserto; e há uma tradição que vê ali o nome de uma entidade do ermo. A Mishná descreve o costume tardio de amarrar um fio escarlate no animal e conduzi-lo até um despenhadeiro — e conta que o fio embranquecia quando o perdão era concedido.
A expressão entrou em quase todas as línguas ocidentais. É uma ironia da história, pois o rito virou o nome do mecanismo social de despejar as culpas de um grupo sobre alguém e expulsá-lo.
Sem Templo e sem bodes, restou a teshuvá, o que é o oposto de excluir um terceiro para nos pouparmos de olhar as próprias falhas.