Um ano, muitas festas.
Costureira de Cracóvia sem diploma nem linhagem rabínica, Sarah Schenirer percebeu o abismo: os meninos estudavam Torá, as meninas estudavam nada — e saíam do judaísmo pela porta da ignorância a que foram condenadas. Em 1917 abriu, na própria sala de costura, uma escola para meninas: nascia o Bais Yaakov, que em vinte anos virou uma rede de centenas de escolas e dezenas de milhares de alunas — com a bênção, arrancada a muito custo, das maiores autoridades ortodoxas. É a prova de que a mudança também floresce dentro da tradição mais estrita: uma mulher sem título mudou o que significava nascer menina no mundo ortodoxo.
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