Um ano, muitas festas.
O sêfer por excelência é o sêfer Torá, o rolo manuscrito. O povo que o carrega foi apelidado, com justiça, de am hassêfer, “o povo do livro”: uma civilização inteira organizada em torno de ler, copiar, comentar e discutir textos. Numa casa judaica tradicional, o objeto de maior valor não é a joia, é o livro. E quando um sêfer sagrado se gasta além do uso, não se joga fora, enterra-se, como a uma pessoa. Os livros também têm dignidade.
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