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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Na Torá, sêfer é o escrito: o "livro das gerações de Adám" (), o "livro da aliança" lido no Sinai (), o livro de onde Moshé pede para ser apagado (), a carta de divórcio () e o "livro da Torá" que Moshé entrega aos leviím (). Hoje, o sêfer por excelência é o Sêfer Torá, o rolo manuscrito.
O povo que o carrega foi apelidado, com justiça, de am hassêfer, "o povo do livro": uma civilização inteira organizada em torno de ler, copiar, comentar e discutir textos. Numa casa judaica tradicional, o objeto de maior valor não é a joia, é o livro. E quando um sêfer sagrado se gasta além do uso, não se joga fora, enterra-se, como a uma pessoa. Os livros também têm dignidade.