Um ano, muitas festas.
A festa das Semanas, no fim das sete semanas contadas desde Pêssach: colheita do trigo e primícias (bicurim) na origem agrícola, e — na leitura que a tradição consagrou — zman matan toratênu, o tempo da entrega da Torá no Sinai. Liberdade sem propósito é incompleta: Pêssach e Shavuót são o par pergunta-resposta do calendário.
Celebra-se com o Tikun Leil Shavuót — a noite inteira de estudo, hoje um dos rituais mais vibrantes das comunidades liberais —, comidas lácteas, decoração de flores e a leitura de Rut, a moabita que escolheu: "teu povo é meu povo". Por isso Shavuót se tornou também a festa por excelência das conversões e confirmações no judaísmo reformista: a Torá foi dada no deserto, terra de ninguém — para dizer que ela pertence a quem a acolhe.
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