Um ano, muitas festas.
Shimshon — de shémesh, “sol” — é o último juiz de Shoftím. Nazir consagrado desde o ventre por um voto que nunca fez: a promessa foi anunciada pelo anjo à mulher de Manóach, não a ele. Sua vida é uma sequência de força e desastre — o leão, o enigma, as raposas, a queixada, os portões de Gaza — sempre agindo sozinho, movido por raiva e desejo próprios, até que Delilá arranca dele o segredo e o cabelo cai. O paradoxo que a tradição nunca resolveu: quebra todas as regras do nazireado menos a única que não escolheu.
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