Um ano, muitas festas.
Shirá é o canto, a poesia cantada — e seu momento fundador é a Shirat haYam, o Cântico do Mar em Beshalach: atravessado o mar, o povo irrompe em canto, e Miriám, a profetisa, toma seu tamborim e conduz as mulheres em música e dança. É a primeira resposta coletiva à liberdade: antes de leis ou instituições, o povo canta.
A Torá tem outros grandes cantos — como o de Moshé em Haazínu — e o Tanach transborda de música, dos Tehilím ao canto do mar ecoado diariamente na liturgia (Mi Chamocha). A tradição entende que há coisas que só a música alcança: onde as palavras terminam, começa o nigun. Nas comunidades liberais, a shirá segue no centro da vida judaica, com vozes de todas as pessoas, instrumentos e melodias novas a cada geração.
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