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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
"Az yashir Moshé" — atravessado o mar, Moshé e o povo irrompem no primeiro grande poema da Torá: "cantarei a Adonai, pois altamente se exaltou". E Miriám, a profetisa, toma o tamborim, e as mulheres saem atrás dela "com tamborins e danças". No rolo da Torá, o cântico é escrito em grafia especial, como tijolos intercalados — as muralhas de água.
Recitado diariamente na liturgia (com o Mi Chamocha no coração dos serviços), o cântico dá nome ao Shabat Shirá, quando Beshalach é lida. A tradição pergunta pelos tamborins: quem leva instrumentos musicais ao fugir do Egito? Quem nunca deixou de esperar o milagre — as mulheres, responde o midrash. A shirá é o idioma da liberdade recém-nascida: antes das leis, o povo canta.