Um ano, muitas festas.
A raiz de enviar percorre a Torá como um fio. Deus envia Moshé ao faraó; o faraó por fim envia o povo — é o que quer dizer Beshalách (Ex 13:17); Moshé envia os doze exploradores (Shlach Lechá, Nm 13:2); Yaacóv envia mensageiros a Essav (Vayishlách, Gn 32:4).
Do mesmo verbo a tradição rabínica formou o shaliach, o enviado que age em nome de quem o mandou, e o princípio shlucho shel adam kemoto: o representante é como a própria pessoa.
Enviar, na Torá, quase nunca é neutro — carrega um propósito e cobra uma resposta. E há o avesso, o envio que liberta: shalách et ami, "deixa ir o Meu povo", a mesma raiz virada para a libertação.
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