Um ano, muitas festas.
A cada sete anos, a terra descansa: sem plantio nem colheita organizada — o que cresce sozinho é de todos, incluindo os animais. No mesmo ano, as dívidas são perdoadas (shmitat kessafim). É o Shabat elevado à escala da economia: nem a terra nem os endividados podem ser explorados sem pausa.
A visão por trás é radical: "a terra é Minha" — somos hóspedes, não donos; e nenhuma desigualdade deve se tornar permanente. Em Israel, a shmitá é observada até hoje (com adaptações), e o pensamento judaico contemporâneo — ecológico e social — a redescobriu como tesouro: descanso do solo, limites ao crescimento infinito, alívio periódico das dívidas. Uma utopia com calendário.
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