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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
O arbusto que "ardia no fogo e não se consumia", onde Moshé, pastoreando em Chorév, ouve seu chamado: "descalça tuas sandálias, pois o lugar em que estás é solo sagrado". Ali Deus se apresenta — "Eu sou o que sou / serei o que serei" (Ehiê asher Ehiê) — e recruta um libertador que tenta recusar cinco vezes.
Por que uma sarça, o mais humilde dos arbustos? Para dizer, responde o midrash, que Deus está com o povo em seu sofrimento — presente até no espinheiro. E há a lição do olhar: o texto diz que Deus chamou quando viu que Moshé se desviou para ver. A revelação começa com atenção: quantas sarças ardem por aí, esperando alguém que repare?