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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
É o único ordálio da Torá (submeter uma pessoa acusada a testes físicos perigosos e dolorosos para determinar sua culpa ou inocência). Quando o marido, tomado por um "espírito de ciúme", suspeita da mulher mas não tem testemunhas, leva-a ao sacerdote com uma oferta de cevada, a "oferta de ciúme" ().
O sacerdote solta os cabelos dela, escreve maldições num rolo, apaga a tinta na "água amarga" com pó do chão do santuário, e a faz jurar e beber. Se for culpada, "seu ventre inchará e sua coxa secará". Se for inocente, sai ilesa e "será semeada de semente", ou seja, terá filhos. Coxa (yarêch) é usada na Torá como eufemismo para os órgãos sexuais.
Os sábios notaram o que o rito tem de único: para fazer a paz entre um marido e uma mulher, o nome de Deus escrito no rolo é apagado na água. Deus aceita ser apagado para salvar um casamento.
Também notaram a assimetria, já que não há rito para a mulher ciumenta, e Rabán Yochanán ben Zakái aboliu a prova ainda no tempo do Templo, "quando os adúlteros se multiplicaram", isto é, quando os maridos deixaram de ter autoridade moral para exigi-la. O tratado Sotá do Talmúd conserva o rito e as discussões.