Um ano, muitas festas.
Sete dias morando (ou ao menos comendo) na sucá — a cabana de teto vegetal pelo qual se veem as estrelas — em memória das moradas do deserto e da fragilidade da condição humana. Zman simchatênu, "o tempo da nossa alegria", justamente na casa mais frágil. Agitam-se as quatro espécies (lulav, etrog, hadas, aravá), que o midrash leu como os tipos humanos unidos num só feixe: a comunidade precisa de todos.
É também a festa do acolhimento: os ushpizin, convidados simbólicos de cada noite — as comunidades liberais somaram as ushpizot, as matriarcas e profetisas — e a mesa aberta a convidados reais. Festa agrícola da colheita, festa da confiança sob teto furado, e festa universalista. No Templo, ofereciam-se setenta touros pelas setenta nações do mundo. Cohélet, lido em Sucót, dá o tom: tudo passa — razão a mais para alegrar-se agora.
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