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O ciclo do ano

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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Suzana Chwarts

Professora livre-docente de Estudos da Bíblia Hebraica na FFLCH da USP, onde leciona desde 2004 — a Bíblia Hebraica estudada academicamente, em hebraico, numa universidade pública brasileira. Recifense, começou os estudos no colégio israelita fundado pelo avô; a linhagem vem de mais longe: o bisavô, erudito na Ucrânia, fundou um cheder e ensinou Torá às quatro filhas, quando isso era interditado às meninas. Formou-se em Jerusalém e Tel Aviv (arqueologia bíblica, culturas do Oriente Médio antigo) e doutorou-se na USP com a tese que virou seu livro de referência: "Uma Visão da Esterilidade na Bíblia Hebraica" — a leitura da akarút das matriarcas não como folclore, mas como travessia pelo desprovimento e símbolo central da relação entre Deus e o povo da promessa. Autora também de "Via Maris", formou uma geração de pesquisadores brasileiros do texto bíblico.

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Século XXI
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