Um ano, muitas festas.
Professora livre-docente de Estudos da Bíblia Hebraica na FFLCH da USP, onde leciona desde 2004 — a Bíblia Hebraica estudada academicamente, em hebraico, numa universidade pública brasileira. Recifense, começou os estudos no colégio israelita fundado pelo avô; a linhagem vem de mais longe: o bisavô, erudito na Ucrânia, fundou um cheder e ensinou Torá às quatro filhas, quando isso era interditado às meninas. Formou-se em Jerusalém e Tel Aviv (arqueologia bíblica, culturas do Oriente Médio antigo) e doutorou-se na USP com a tese que virou seu livro de referência: "Uma Visão da Esterilidade na Bíblia Hebraica" — a leitura da akarút das matriarcas não como folclore, mas como travessia pelo desprovimento e símbolo central da relação entre Deus e o povo da promessa. Autora também de "Via Maris", formou uma geração de pesquisadores brasileiros do texto bíblico.
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