Um ano, muitas festas.
Na véspera de Purím, jejua-se em memória dos três dias de jejum que Estér pediu a todo o povo antes de arriscar a vida diante do rei: "e assim irei ao rei, contra a lei; e se eu perecer, pereci". O contraste com o dia seguinte é o ponto: antes da festa mais alegre, o momento mais grave.
É o único jejum do calendário que porta nome de mulher — e recorda não uma catástrofe, mas uma decisão: a coragem se prepara, não improvisa. Nas comunidades liberais, mesmo quando o jejum não é observado à risca, a figura de Estér no seu momento de escolha — entre o silêncio seguro e a palavra arriscada — é o verdadeiro conteúdo do dia.
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