Um ano, muitas festas.
Quem lê o Talmud se torna mais uma voz em um debate que atravessa eras. Escrito em aramaico, é a grande obra do judaísmo rabínico, formado pela Mishná mais a Guemará. São séculos de debates compilados em dezenas de tratados, com as conversas preservadas, incluindo perguntas, objeções, histórias e opiniões vencidas registradas ao lado das mais aceitas. Uma tradição que registra as divergências está dizendo que a verdade se busca em diálogo. O Talmud mais completo e usado é o Bávli (Babilônia), sendo o menos consultado o Yerushálmi (Terra de Israel). No layout de hoje, no centro de cada página, um trecho da Mishná e abaixo dela a Guemará. Em uma das colunas, o comentário de Rashi. Na outra, as Tosafot (“adições”). No restante da página podem ser encontradas (a) Torah Or (“a Torá é a luz”), indicando livro, capítulo e versículo; (b) Ein Mishpat (“Olho da Justiça”), indicando onde a decisão final foi codificada na Mishnê Torá, Tur ou Shulchán Aruch; (c) Ner Mitzvah (“A Lâmpada do Mandamento”), um sumário que enumera as leis discutidas na página e (d) Mesoret HaShas (“Tradição do Shas”), uma referência cruzada interna do próprio Talmud.
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