Um ano, muitas festas.
O nome da Bíblia Hebraica é um acrônimo: TaNaCh — Torá (a instrução), Neviím (os Profetas) e Ketuvím (os Escritos). São 24 livros na contagem tradicional, escritos ao longo de quase um milênio, canonizados em etapas — a Torá primeiro, os Profetas depois, os Escritos por último. A tradição também o chama de Mikrá, "aquilo que se lê em voz alta": um livro feito para a leitura pública, não para a estante.
Vale a precisão: o Tanach não é o "Antigo Testamento" — é o mesmo acervo em outra chave. A ordem é diferente (o cânon cristão termina nos profetas, apontando adiante; o Tanach termina em Divrei haYamím, com o convite a subir a Jerusalém — apontando para casa), a divisão dos livros é outra, e sobretudo a leitura é outra: no judaísmo, o texto vem acompanhado de dois mil anos de interpretação que continuam em aberto. Toda a arquitetura deste aplicativo — parashiot, haftarot, meguilot — é um mapa de como o povo judeu organizou a leitura contínua desse acervo.
Este aplicativo é um projeto independente, desenvolvido sem financiamento. Por isso, seu feedback é extremamente valioso.