Um ano, muitas festas.
A reza passou a substituir o serviço no Templo, a partir do exílio babilônico em 586 AEC. Porém o hebraico revela algo que a palavra "reza" esconde: o verbo lehitpalel é reflexivo, algo como "examinar-se, julgar-se a si mesmo". Rezar, na gramática judaica, não é pedir coisas a Deus, é colocar-se diante do que importa e deixar-se ver. Por isso a tradição chama a tefilá de avodá shebalev, "o serviço do coração".
O judaísmo reza no plural ("abençoa-nos", "perdoa-nos") e de preferência em comunidade, mas guarda espaço para a prece espontânea. Entre o sidur herdado e a reza improvisada, a tefilá liberal vive de ambos: palavras dos séculos, ditas com o coração de hoje.
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