Um ano, muitas festas.
As pequenas caixas de couro contendo passagens da Torá manuscritas, atadas ao braço (junto ao coração) e à cabeça — cumprimento literal de "as atarás como sinal sobre tua mão, e serão por filactérios entre teus olhos". Mão, coração e mente alinhados na direção do essencial: poucas coreografias rituais dizem tanto com tão pouco.
Ao enrolar a tira no dedo, recitam-se as palavras de Hoshéa: "te desposarei para Mim para sempre... com justiça e com direito, com bondade e com compaixão" — os tefilín como anel de compromisso diário. Nas comunidades liberais e igualitárias, a prática é aberta a todas as pessoas, e cresce o número de mulheres que a adotaram — recuperando, aliás, precedentes antigos que a tradição registra.
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