Um ano, muitas festas.
Traduzir por "arrependimento" é pouco: teshuvá é retorno — a possibilidade, sempre aberta, de voltar ao próprio eixo, reparar o que se quebrou e recomeçar. Nitsavim garante sua acessibilidade: "não está nos céus... a palavra está muito perto de ti". A Torá a narra antes de nomeá-la: Yehudá diante de Binyamín é a primeira teshuvá completa — o mesmo homem, em situação semelhante, escolhendo diferente.
Os rabinos a colocaram entre as coisas criadas antes do mundo — sem ela, o mundo não se sustentaria — e definiram seu processo: reconhecer, reparar junto a quem foi ferido (Yom Kipúr não expia ofensas entre pessoas até que haja reconciliação), e mudar. Dos Yamim Noraím à vida cotidiana, a teshuvá é a aposta antropológica do judaísmo: ninguém está condenado a ser quem foi ontem.
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