Um ano, muitas festas.
A palavra central do judaísmo — e não significa "lei": Torá vem de yará, "apontar, orientar, ensinar" — instrução, direção, ensinamento. No sentido estrito, os cinco livros de Moshé, escritos à mão em rolo de pergaminho. No sentido amplo, a instrução escrita, a oral, o Talmud, os comentários, a pergunta feita pelo seu colega do grupo de estudos da parashá.
A liturgia a chama de "árvore de vida para os que a seguram". A revelação não terminou no Sinai: cada geração recebe, interpreta e responde, e essa conversa contínua é a própria Torá acontecendo. Quando o rolo é erguido na sinagoga, canta-se vezót haTorá — "esta é a Torá". Não uma relíquia: um presente que continua sendo entregue.
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