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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Na própria Torá, torá quer dizer instrução: o ensinamento de cada rito ("esta é a torá do olá", ), as instruções que Avrahám guardou () e, em Devarím, o conjunto do ensino que Moshé escreve e confia ao povo (). A palavra central do judaísmo não significa "lei": vem de yará, "apontar, orientar, ensinar". Hoje em dia se refere aos cinco livros de Moshé, escritos à mão em rolo de pergaminho. No sentido amplo, é a instrução escrita, a oral, o Talmud, os comentários, a pergunta feita pelo seu colega do grupo de estudos da parashá.
A Torá é conhecida como a "árvore de vida para os que a seguram". A revelação não terminou no Sinai: cada geração recebe, interpreta e responde, e essa conversa contínua é a própria Torá acontecendo. Quando o rolo é erguido na sinagoga, canta-se vezót haTorá — "esta é a Torá". Não uma relíquia: um presente que continua sendo entregue.