Um ano, muitas festas.
"Tsédek, tsédek tirdóf" — "justiça, justiça perseguirás", ordena Shoftím, e os comentaristas espremeram a repetição: justiça também nos meios, não só nos fins; justiça para ti e para o outro; justiça atrás da qual se corre, porque ela não vem sozinha. A palavra funda o vocabulário moral judaico: dela vêm tsedaká e tsadik.
Avrahám é escolhido "para que guarde o caminho de Adonai, praticando tsedaká e mishpat" — e inaugura a linhagem questionando o próprio Deus: "o Juiz de toda a terra não fará justiça?". Dos mishpatím aos profetas, a régua não muda: uma sociedade se mede pelo que faz com o vulnerável. O judaísmo liberal fez do tsédek sua bandeira mais visível — a busca de justiça social como expressão central, e não acessória, da vida judaica.
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